domingo, 11 de dezembro de 2011

nos ultimos meses tenho feito trabalhos pesados e isso tem me deixado satisfeito. só que, mesmo assim, ora em outra eu acabo me disculpando por isso. ergo uma marreta de dez quilos centenas de vezes por dia e a descarrego sobre os outros, esse chão que deus criou.

tomo café incontaveis vezes ao dia e meu amigo Sergio me aconselhou a me alimentar melhor. não sei se posso, quero, ou tenho motivos pra isso.

todos somos em parte patéticos. o que nos alivia um pouco é lembrar que essa não é uma condição exclusiva. há sempre bons momentos, que ficam para história. sei que hoje sou uma pessoa melhor, já não anseio tanto pelo futuro. e o contrasenso é que parte de mim, nem pensa em festejar por nada, mas há outra parte que comemora por cada gato que agarra um rato.

parte de mim deseja amar desesperadamente como a marreta que decompõe do solo. dançe para mim mais uma vez, não me importo com a dança, mas amo essa tua liberdade.

o restante não deseja nada.

Um comentário:

Ser em construção disse...

Parte de mim é todo solidão
outra desilusão
e outra ah, sei não!
beijos.